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Parlamentares consideram o túnel a melhor alternativa para o desenvolvimento da operação portuária

A União de Vereadores da Baixada Santista (UVES) visitou o estuário do Porto de Santos na última sexta-feira (26) e conheceu detalhes do projeto, que busca sanar o gargalo de mobilidade urbana e promover o desenvolvimento da operação portuária. A comitiva de parlamentares foi recebida por representantes da Vou de Túnel, campanha que mobiliza mais de 30 empresas e associações de diferentes segmentos que defendem a alternativa.

O presidente da UVEBS, Betinho Andrade, afirmou que o projeto de túnel imerso é a melhor alternativa para resolver um entrave centenário da região – a ligação seca entre Santos e Guarujá.  Segundo ele, o projeto do túnel é tecnicamente superior, além de ser uma obra de engenharia que não impede o desenvolvimento do porto, pois não cria barreiras físicas no canal de navegação. “Não podemos ignorar a expansão portuária, pois o desenvolvimento do Porto de Santos impacta diretamente a economia do país”, ponderou.

Andrade destacou que a UVEBS apresentará aos demais vereadores da Baixada Santista os detalhes do projeto do túnel imerso. “A classe política precisa ter o conhecimento da questão principal que é o desenvolvimento portuário. A UVEBS tem o compromisso de construir isso junto aos vereadores, especialmente os eleitos nessa nova legislatura que não conhecem com profundidade os projetos”, acrescentou.

O porta-voz da campanha Vou de Túnel, engenheiro naval e ex-presidente da SPA, Casemiro Tércio Carvalho, destacou que a visita técnica apresentou aos representantes das câmaras dos nove municípios da Baixada Santista as atualizações do projeto do túnel e ressaltou a importância do projeto para a geração de emprego e as melhorias para a qualidade de vida dos moradores da Baixada.

O presidente da Câmara de Santos, vereador Adilson Júnior, também considera o túnel a melhor alternativa para ligação seca e lembrou que não existe no mundo uma indicação de ponte em área portuária. “Uma ponte na região apresenta questões como desapropriação maior, interferência urbanística mais agressiva e impede mais um eixo de desenvolvimento econômico para a região por inviabilizar um novo aeroporto no Guarujá”, disse.

Adilson Júnior destacou que a visita técnica esclareceu também a viabilidade econômica do projeto do túnel. “Tivemos novas informações de que o túnel é viável economicamente, com a possível aliança entre a iniciativa privada e a SPA para a obra sair do papel definitivamente. Este é o anseio da comunidade da Baixada Santista”, acrescentou. 

A vereadora de Santos Audrey Kleys disse que a visita ao estuário ampliou a visão sobre o Porto de Santos, sua dimensão geográfica e importância para as nove cidades da região. Ela considera a ligação seca via túnel imerso mais moderna, democrática e benéfica para a operação portuária. “Já ficou claro que o túnel é a melhor opção para a ligação seca entre Santos e Guarujá. Permite abraçar mais modais de transporte, é uma solução moderna e, ainda mais importante, não vai impedir o crescimento e a ampliação do Porto de Santos”, afirmou.

Foco na comunidade

Outro porta-voz da campanha, o consultor portuário Eduardo Lustoza destacou os impactos positivos do projeto do túnel para as comunidades dos municípios da Baixada Santista, como a segurança nas manobras dos navios no porto, a redução de 95% de desapropriações com a atualização do projeto do túnel e os benefícios para a mobilidade urbana no trajeto entre Santos e Guarujá.

“O túnel imerso atenderá mais de 40 mil pessoas por dia e reduzirá em 25 minutos o tempo de travessia. O trajeto entre as cidades passará a ser feito em menos de cinco minutos e desafoga as filas na balsa. Com distância de apenas 1,7 km e localização estratégica, o túnel é também uma opção mais econômica e tem menor custo do que o projeto da ponte (R$ 2,5 bilhões do túnel, contra R$ 3,9 bilhões da ponte)”.