fbpx

PPI dá aval para contratação de estudos técnicos, definição do modelo de contratação e viabilização do leilão de escolha do investidor. Edital para construção do túnel sai no terceiro trimestre de 2022

Um grande passo para a concretização da ligação seca entre Santos e Guarujá foi dado, nesta quinta-feira (16), com a qualificação do projeto do túnel imerso pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A previsão é que o edital para a construção do túnel seja lançado no terceiro trimestre de 2022, informou o Governo Federal. Em contrapartida, a ponte projetada pela Ecovias deverá ser inviabilizada.

O túnel recebeu aval do PPI durante a 19ª reunião ordinária do conselho. O tema foi incluído na pauta por iniciativa da Autoridade Portuária de Santos, que defende o projeto do túnel imerso. Com isso, o túnel receberá prioridade do Governo Federal para viabilização da obra e resolução do gargalo centenário da região. O leilão para escolha do investidor está programado para o quarto trimestre do ano que vem. Segundo o governo, entre os objetivos da ligação seca via imersa estão a maior segurança para o tráfego das embarcações e a mobilidade urbana.

A notícia foi capa do jornal A Tribuna (Santos) de hoje e ocupou todos os grandes veículos e agências de notícia do país, como Estadão, O Globo, Terra, Valor Econômico, entre outros. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, comemorou a notícia nas redes sociais, assim como o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

Com a qualificação pelo PPI, o governo federal priorizará a conclusão dos estudos técnicos sobre o túnel, a definição do modelo de contratação e viabilizará o leilão de escolha do investidor, informou a reportagem de Rafael Bitencourt no Valor Econômico.

Coube aos ministros que integram o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) aprovar a qualificação do projeto de túnel. “Com isso, o governo federal sai à frente da proposta de construir uma ponte ligando as duas cidades por meio da renovação de contrato do Sistema Anchieta-Imigrantes, rodovia estadual operada pela concessionária Ecovias”, diz a reportagem do Valor Econômico.

Ainda não foi definido se o túnel será construído e operado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um contrato de concessão ou se será incorporado aos investimentos previstos na privatização do Porto de Santos.

VANTAGENS

A Autoridade Portuária estima que o túnel custará entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões. O trajeto submerso terá 800 metros e contará ainda com mais 700 metros que integram as duas alças das duas extremidades de acesso, em um total de 1,5 KM, informa o Valor Econômico.

O diretor de desenvolvimento de negócios e regulação da SPA, Bruno Stupello, reforçou a qualidade do projeto do túnel: “É o melhor projeto de ligação seca que pode existir para atender a região”, garantiu. Segundo o diretor, trata-se de “uma alternativa segura aos barcos de pequeno porte (catraias), que cruzam as duas margens com cerca de 20 mil pessoas diariamente, e as balsas, que passam a maior parte do tempo paradas por terem que dar preferência às embarcações de maior porte que movimentam o Porto de Santos”.

O projeto também usa um trajeto menor para ligar as áreas urbanas centrais das cidades pelo tráfego de carros, caminhões, bicicletas (ciclovia). O VLT, que já transita na zona portuária, seria estendido até Guarujá.

Além disso, o projeto do túnel não prejudica o desenvolvimento do Porto, sendo “totalmente compatível com o plano de expansão do Porto de Santos após a privatização”, ou seja, não inviabiliza o aproveitamento de áreas (ao menos, 6 milhões m²), para construção de novos terminais portuários e nem a estratégia de dragagem (o topo do túnel estaria além dos 17 metros de profundidade), informa o Valor.