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A Secretaria de Estado da Infraestrutura de Santa Catarina vai abrir licitação para o projeto executivo do túnel submerso que lugará Itajaí e Navegantes pelo Rio Itajaí-Açu, na região de Barra do Rio. A obra, orçada em R$ 1 bilhão, é inspirada no projeto do túnel ligando Santos a Guarujá e poderá ser o primeiro túnel submerso do País em região portuária.

O túnel vai beneficiar os municípios da Foz do Rio Itajaí, ligando as cidades de Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes. O financiamento do túnel foi aprovado no dia 31 de maio pelo Banco Mundial, que investe em projetos de mobilidade pública. O edital de licitaçãoi deve ser lançado até o fim de julho.

Os próximos passos são: ajustar a proposta do túnel e enviá-la ao Banco Mundial, formalizar o financiamento, aprovar o endividamento dos municípios envolvidos no projeto e, em seguida, encaminhar o pedido para aprovação da Secretaria do Tesouro da União e para o Senado.

A proposta da obra é conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri), formado pela união de 11 municípios da região em 2015 para a criação do Colegiado da Amfri e a implantação do consórcio, com a proposta de implantar obras regionais.

O túnel faz parte de um projeto maior, de U$200 milhões de dólares, para criar uma rede de transporte coletivo entre os municípios da Foz do Rio Itajaí, que contará com veículos elétricos e reurbanização de vias. O custo total será bancado pelo Banco Mundial e contará ainda com apoiador privado e cobrança de pedágio.

A proposta é que o túnel Itajaí-Açu, como o da Baixada Santista, tenha três faixas – duas para veículos, uma para ônibus, BRT, além de abrigar ciclistas e pedestres. A construção do túnel pré-moldado usará a mesma tecnologia proposta no túnel Santos-Guarujá, com a construção das peças que serão encaixadas no fundo do mar.

Há quase 30 anos a região discute a implantação de uma ligação. A ideia de construir uma ponte foi descartada porque iria interferir nas operações do Aeroporto de Navegantes e na navegabilidade do Porto de Itajaí, disse João Luiz Demantova, diretor executivo na Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri). “Foi uma decisão puramente técnica e econômica, buscando não inviabilizar a cadeia industrial nas margens do Itajaí-Açu, em especial a portuária”.

O diretor executivo da Amfri conheceu a proposta da Autoridade Portuária de Santos de ligação seca entre as duas margens do Porto em 2020, durante o seminário realizado na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, que discutiu o projeto do túnel Santos-Guarujá.