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A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) completa neste mês de julho 25 anos de existência. Reportagem do jornal A Tribuna, publicada no domingo (25), aponta que os nove municípios que englobam a RMBS estão unidos, mas há muito o que melhorar.  A mobilidade pública é identificada como um dos maiores problemas urbanos da região e das metrópoles brasileiras. Neste contexto, o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), destacou que a implantação do túnel imerso é fundamental para expandir o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região.

A reportagem cita a implantação do VLT como resultado da força da Região Metropolitana na Baixada Santista. Porém, o meio de transporte só contempla Santos e São Vicente. “Temos que avançar na questão da mobilidade, expandindo o VLT para os litorais Sul e Norte, por meio da ligação entre Santos e Guarujá”, destacou o prefeito Rogério Santos.

O governo do Estado elabora o Plano de Desenvolvimento Socioambiental Sustentável para a região, que tem recebido mais recursos para a RMBS. O diretor executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Milton Gonçalves da Luz, destaca a implantação do VLT na região como uma das conquistas, assim como o plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logístico como um dos grandes resultados alcançados. Ele também reforça na reportagem a necessidade de avanço na questão da mobilidade urbana. “Para tanto, estamos com o Plano de Mobilidade em andamento, apoiado pela União Europeia, com recursos do Programa Euroclima”.

Até o fim de 2021, a Baixada Santista deve ter um planejamento integrado dos nove municípios. Uma exigência prevista em lei federal criou o Estatuto da Metrópole, que prevê que todas as regiões metropolitanas do País tenham um Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) aprovado pelos legislativos estaduais, diz a reportagem.

Assim como o prefeito de Guarujá, Valter Súman (PSDB), o prefeito de Santos vem reconhecendo a necessidade de se reivindicar a expansão do VLT e a importância do túnel imerso neste processo. Com a união destes e outros municípios da região, o projeto do túnel poderá se tornar ainda mais possível. Importante lembrar que a viabilidade do túnel Itajaí-Açu (SC) se deu por conta da união dos nove municípios da região em torno de uma demanda comum de mobilidade pública, que possibilitou atrair recursos internacionais, por meio do apoio do Banco Mundial. A reportagem de A Tribuna destaca a possibilidade de que projetos incluídos no Plano de Mobilidade possam ser apoiados pela União Europeia, com recursos do Programa Euroclima.

Em editorial publicado na segunda-feira (26), o jornal A Tribuna voltou a reforçar a importância da união entre os municípios e a necessidade do uso do conceito de solução integrada dos problemas da região. O jornal lembrou a necessidade de expansão do VLT, principal bandeira da mobilidade pública.

Região Metropolitana da Baixada Santista

Em 1996, a RMBS foi criada para que os municípios fizessem um planejamento integrado e buscar soluções comuns. Desde então, foram criados o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e uma agência para executar os planos, a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), além de um fundo metropolitano com verbas depositadas mensalmente em partes iguais pelas prefeituras e pelo Estado.

A região representa a terceira maior população do Estado (4%), com 1,8 milhão de habitantes, e abriga o maior porto da América do Sul. Conforme o editorial do jornal, ainda é pequena a articulação de prefeitos e deputados para que os nove municípios tenham um protagonismo maior com temas da região, a exemplo da infraestrutura.

A RMBS tem capacidade de atrair grandes negócios e de se tornar ainda mais promissora para o pais, reforça o texto. Com a união dos municípios, todos ganham, trazendo crescimento para uma região tão promissora para a área do turismo e do porto. E o túnel imerso é, literalmente, uma mola propulsora do desenvolvimento regional da Baixada Santista.

(Com informações de A Tribuna)