fbpx

O Ministério da Infraestrutura participou nos últimos dias de missões econômicas internacionais para atrair investidores estrangeiros para o complexo portuário santista. O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, falou recentemente sobre a expectativa de solucionar a questão da ligação seca entre Santos e Guarujá, inserindo o projeto do túnel imerso na desestatização do Porto de Santos. “A ligação seca está compondo o processo de desestatização. Isso vai acontecer, isso já está sacramentado”, afirmou Piloni, durante o programa Porto & Negócios (https://www.youtube.com/watch?v=1uiW-YUzflo&t=21s).

Piloni destacou que o modelo de desestatização leva em consideração a obrigação por parte do concessionário de custear a obra da travessia seca Santos-Guarujá. “Uma solução de túnel muito bem pensada que resolve não só as questões logísticas do porto que são importantes, mas também as questões referentes à mobilidade. Isso traz um impacto e é importante para as populações que dependem desse transporte. É uma questão histórica para esses municípios”, ressaltou.


Investimentos como a construção da ligação seca são cruciais para que o maior porto da América Latina possa participar do mercado internacional. O Ministério da Infraestrutura e a Autoridade Portuária de Santos participaram recentemente da “Missão Empresarial Brasil – Emirados Árabes Unidos”, com o objetivo de promover os próximos leilões no Porto de Santos, aproximando investidores e embarcadores árabes. Antes, integrantes do Minfra também apresentaram oportunidades de investimento em Nova York (EUA).


Especialistas apontam que o momento no Brasil é oportuno para se discutir a retomada do crescimento econômico e sustentável do país no setor portuário. A Summit Portos 5.0 ((https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/especial-publicitario/summit-portos/summit-portos/noticia/2021/10/25/por-que-a-participacao-do-brasil-e-pequena-frente-ao-mercado-internacional-portuario.ghtml) discutiu recentemente o desenvolvimento no setor portuário e a participação do Brasil no mundo. O país tende a ampliar a área de importação e exportação, graças ao crescimento acelerado da movimentação de cargas conteinerizadas nos portos, o que atrai investimentos.


O crescimento portuário depende da redução de custos de produção e das incertezas regulatórias e de atrair investidores interessados em promover a integração logística do país. Obras de dragagem, integração multimodal dos acessos e construção de novos terminais integrados a corredores logísticos estão entre os principais itens de investimento. Para isso, é preciso ampliar a capacidade da infraestrutura realizando investimentos privados, reduzir a burocracia e realizar uma regulação responsiva.


O projeto de desestatização do Porto de Santos avança conforme o cronograma do governo e, entre o final deste mês e o início de dezembro, deverá ser apresentado à sociedade em uma consulta pública, junto com o projeto da ligação seca.
A construção do túnel entre Santos e Guarujá representa não só uma necessidade para o desenvolvimento do Porto, mas também para a economia da Baixada Santista. Além de solução logística, o projeto é crucial para ampliar a qualidade de vida de milhares de pessoas que dependem da mobilidade urbana na região.