fbpx

O túnel que ligará as duas margens do Porto de Santos será construído com investimento do novo administrador do Porto, após o processo de desestatização, e com parte do valor da outorga gerada no complexo portuário. Perto de abrir as consultas públicas para discutir o modelo de desestatização e a modelagem financeira do túnel, o governo federal se reúne com investidores estrangeiros interessados no Porto de Santos.

Investidores estrangeiros que estiveram com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em Nova York, ao longo desta semana, demonstraram vontade de investir no Porto de Santos. O fundo de investimentos Macquaire, um dos mais interessados, gerencia uma carteira de R$ 1 trilhão e criou um fundo voltado para negócios de infraestrutura no Brasil e em outros países da América Latina, segundo reportagem publicada hoje no jornal A Tribuna.

Outra matéria do jornal Valor Econômico afirma que a mesma carteira de investimentos do Brasil será apresentada na Europa, em novembro, para os operadores. No mesmo mês também serão apresentadas as oportunidades de investimento a fundos soberanos que participarão do Dia do Brasil na Expo Dubai.

Durante o Brasil Export, realizado recentemente em Brasília, Fernando Biral, presidente da Autoridade Portuária, afirmou que as últimas discussões importantes traçadas durante o Santos Export, em Guarujá, foram importantes para o avanço da discussão sobre a desestatização do Porto de Santos. O debate apontou que a carga é o que importa trabalhar para otimizar a performance do porto, frisou.

Segundo ele, os principais gargalos do Porto deverão ser observados na desestatização, o que ficou claro durante os debates no Santos Export. Biral ressaltou que a Autoridade Portuária está ansiosa para divulgar os documentos na consulta pública da desestatização.

O presidente da Autoridade Portuária lembrou a necessidade de investimentos em infraestrutura no Porto de Santos, o que deverá elevar a logística do país para outro patamar. Segundo ele, a relação porto-cidade deve ser preservada no processo de desestatização, com a criação de ações e programas que minimizem os impactos do Porto na região.

Biral destacou a defesa da Autoridade Portuária da implantação do túnel submerso ligando as duas margens do Porto de Santos. “Defendemos, por isso, com veemência, a ligação seca via túnel”.

Durante o evento, o secretário de Assuntos Portuários da Prefeitura de Santos, Julio Eduardo Santos, voltou a frisar que é momento de recuperar a atuação do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) para garantir participação efetiva junto aos órgãos reguladores e à Autoridade Portuária.

Ele observou que a Prefeitura de Santos também defende que os municípios sejam contemplados com os valores da outorga portuária para garantir investimentos, de forma a possibilitar que a cidade acompanhe o progresso e o desenvolvimento do Porto. “O sucesso do processo depende do diálogo entre governo federal e municípios da Baixada Santista. Cidade e Porto devem ter boa convivência”, reforçou.

Confira o debate do Brasil Exporta: