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Balsa Santos-Guarujá (Foto: Dersa)

A ligação seca entre Santos e Guarujá é tema de discussão há anos, em várias esferas da sociedade, por ser um projeto que visa a melhora da qualidade da relação porto-cidade. Por esse motivo, escolher a melhor proposição é um direito da população que vai usufruir, dentre outros benefícios, as soluções relacionadas à mobilidade urbana na região.

As eleições municipais previstas para este ano trouxeram à tona novamente o debate sobre projetos, colocando a questão da mobilidade urbana na Baixada Santista entre as prioridades para moradores e representantes políticos dos principais municípios envolvidos.

Dentre o que vem sido discutido está o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI). O governador João Doria não encaminhou o projeto à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mas foi cobrado por vários deputados este ano, conforme mostra o Portogente. Em âmbito federal, o ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes, se posicionou contra o atual projeto de construção da Ponte Santos-Guarujá, no litoral de São Paulo, e afirmou que acredita que a construção de um túnel seria o ideal para não prejudicar a navegação do maior porto do Brasil.

Discutir o tema da mobilidade significa buscar soluções para os antigos e novos problemas do trânsito na região, seja por excesso de automóveis nas ruas, seja pela deficiência do transporte público (ônibus) ou pela demora das balsas. A expansão do VLT também deve ser lembrada. A proposta do túnel acomoda todos estes modais (bicicleta, skate, ônibus), além dos pedestres.

Arquitetos urbanistas de renome na região avaliam a necessidade de se estudar a ligação seca como um projeto de mobilidade pública que atenda aos interesses de toda a cidade. Por isso, o professor universitário da Unisantos, José Marques Carriço, defende que o túnel esteja agregado a uma alternativa para o transporte público e para o transporte cicloviário, com conexão. A também arquiteta e professora da Unisantos, Mônica Viana, assim como Carriço, levou o debate da ligação seca para dentro de sala de aula, como um tema de pesquisa, o que comprova a importância de se conhecer tecnicamente o projeto de ligação seca. Segundo outra experiente arquiteta, Sania Cristina Dias Baptista, “certamente a população não teve oportunidade para analisar as propostas, vide o universo das pesquisas realizadas. Está mais do que na hora de o governo do Estado fazer o seu papel realizando audiências de fato públicas, apresentando à sociedade os estudos comparados de todas as alternativas de ligação seca existentes, seus benefícios e seus problemas”.

Se você quiser saber mais sobre o tema, leia em:

https://portogente.com.br/cais-das-letras/111237-como-seria-o-melhor-projeto-de-ligacao-seca-para-a-populacao-da-baixada-santista