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Mais um passo foi dado em direção à concretização do projeto do túnel imerso ligando Santos a Guarujá. A empresa Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda. entregou à Autoridade Portuária um estudo, de teor jurídico, atendendo ao edital de chamamento público. Outra empresa, a Bureau Engenharia, ainda deverá entregar estudos sobre a ligação seca, informou o jornal A Tribuna.

O estudo dá base jurídica à realização do projeto do túnel. A proposta é que ele seja incluído na desestatização, portanto, a Autoridade Portuária lançou este ano um edital para receber doações de estudos sobre a obra imerso. O custo do projeto do túnel caiu de R$ 3,2 bilhões para R$ 3 bilhões, mas ainda são necessárias adequações e atualizações dos valores e quantidades de materiais a serem utilizados. Os próximos passos são a análise dos estudos e a incorporação do que for aplicável na modelagem da Autoridade Portuária, segundo a reportagem.

Em visita recente à região, o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, informou que espera autorização do governo federal para construção da ponte, conforme noticiou o jornal. O valor da ponte saltou de R$ 3,5 bilhões para cerca de R$ 3,9 bilhões. Seriam 1,1 quilômetros de travessia em ponte pênsil e o restante em viadutos. A ponte seria localizada na região do bairro da Alemoa, na entrada de Santos, enquanto o túnel está localizado na região leste da Cidade, entre o bairro do Macuco, em Santos, e Vicente de Carvalho (Guarujá). O trajeto via túnel é de 1,7 km e pode ser feito em cinco minutos, contando com três faixas de rolagem em cada sentido.

O processo de desestatização do Porto de Santos caminha conforme o cronograma anunciado e até janeiro o governo deverá realizar as audiências públicas para debater o modelo a ser aplicado no complexo. O Tribunal de Contas da União aprovou ontem (08) o processo de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), modelo que deverá servir de base para outros portos do País. Porém, independente da desestatização, o túnel também poderá ser construído via Parceria Público Privada (PPP).