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A campanha Vou de Túnel apresentou recentemente aos seus 31 apoiadores (empresas, associações e instituições) os resultados do movimento e fez um convite para que eles sejam multiplicadores da ação entre seus colaboradores. Os apoiadores também foram informados do atual processo de viabilização da construção do túnel.

Segundo o diretor de Assuntos Portuários do Sistema Santa Cecília de Comunicação, Casemiro Tércio, a campanha caminha para o seu passo mais importante: “tirar o túnel do papel”. No momento estão sendo estudadas duas hipóteses para concretização do projeto. A construção da obra parte do processo de privatização do Porto de Santos, ou a concessão para a iniciativa privada com contraprestação de 10 anos para amortizar o ativo.

“A estimativa é que a Autoridade Portuária lance os estudos do projeto para verificar os modelos de concessão (possivelmente patrocinada) em novembro, para que se tenha uma concessão, estimo, no primeiro semestre de 2020 ou segundo semestre de 2021, independente do processo de privatização”, afirmou Tércio. A Autoridade Portuária deve propor nos próximos dias o edital de chamamento de modelo de concessão. “É preciso detalhar o projeto do túnel, atualizar o estudo de demanda feito pela Dersa e criar modelagem de financiamento e entender a contraprestação do projeto”, acrescentou.

O engenheiro especialista em túneis, Tarcísio Celestino, ressaltou que a engenharia conta atualmente com soluções para construir um projeto de ligação seca que não agrida o Porto e a cidade, e com bom resultado estético. “A ponte da Ecovias teria rampas enormes de 2 km e altura de 80m, o que, além de feio, atrapalharia urbanisticamente o tráfego de Santos e Guarujá”, explicou.

O túnel atende à demanda de desenvolvimento urbano da região de Bertioga, Guarujá, Santos e Cubatão, além da logística do Porto, ressaltou Tércio. Ao apresentar o vídeo da campanha, ele lembrou que atualmente vários países vêm substituindo pontes por tuneis, já que eles não prejudicam o desenvolvimento dos portos. “O túnel é a solução melhor para ligação seca, diante de todas as soluções mundiais que vêm sendo aprovadas”.

Para Tércio, na atual etapa é crucial sensibilizar ainda mais a opinião pública a se engajar no movimento Vou de Túnel, dialogando com comunidades, empresários e poder público. “A proposta é que a obra se concretize em um curto prazo”, explicou.

Resultados da campanha

Além de toda viabilidade financeira e estratégica, o túnel possui apoio de milhares de formadores de opinião, empresários, membros do governo, parlamentares e população em geral.  “A campanha teve uma frente de engajamento no público geral medida pela petição e interação nas redes sociais, além da imprensa que publicou material sobre o túnel. Também marcou presença na imprensa e buscou diálogo nas comunidades de bairros e na classe política, colocando o tema em pauta nas eleições”, destacou Tércio, aos apoiadores.

A campanha Vou de Túnel alcançou mais de 4 milhões de pessoas engajadas no Facebook, cerca de 724 mil pessoas apoiando pelo Twitter, 13 mil debates no Instagram e mais de 28 mil visualizações no YouTube, além de milhares de acessos e assinaturas do newsletter semanal e visualizações no site oficial.

Além disso, a campanha alcançou engajamento na imprensa, tornando-se assunto em veículos nacionais e do setor, desde antes mesmo do lançamento da campanha. Nas ruas da cidade, o movimento também está presente em outdoors e busdoors em um período eleitoral, quando se enfatiza a importância de se sensibilizar também os candidatos da região.

Apoiadores ressaltam vantagens do projeto

O presidente Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Guarujá, Henrique Menin, afirmou que a instituição já vinha discutindo o tema da ligação seca e se colocou à disposição para ajudar a concretizar o sonho da ligação seca.

Para o presidente da Associação Nacional de Direito Marítimo, Aduaneiro e Portuário e assessor jurídico da Câmara de Santos, Claudio Alberto Eidelchtein, a ligação seca pelo túnel é a melhor solução. No entanto, ele ressaltou que é necessário esclarecer à população sobre o novo projeto e o tema da desapropriação de moradias em Santos ou Guarujá.

Casemiro Tercio explicou que o novo traçado do túnel extinguiu a possibilidade de desapropriações. “Do lado de Santos não haverá desapropriações. Em Guarujá, o que haverá são indenizações, pois pessoas que moram em situação irregular em palafitas, em uma área pertencente à União, serão realocadas em um novo projeto habitacional de moradia popular. Isso faz do projeto do túnel uma proposta 100% sócio ambiental, na medida em que pessoas passarão a viver em condições de moradia digna, com esgoto, água”, disse Tércio.

No antigo traçado, o túnel saía do Cais da Marinha até o linhão do Guarujá. O novo projeto passa debaixo do Concais, alinhado com a Avenida Senador Dantas, onde está localizada a última estação do VLT, aproveitando 100% da faixa do VLT. O túnel usa o viário da perimetral e da Senador Dantas.

Sergio França Coelho, da ONG Protagonismo Cidadão, elogiou também a iniciativa, e sugeriu a realização de conferências entre as cidades, reunindo segmentos que serão favorecidos pelo projeto do túnel, como entidades de engenheiros, associação de ciclistas, associação de moradores e movimentos que lutam pela diminuição do uso de automóveis nas ruas.

Na mesma direção, o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis no Estado de São Paulo, Hassan Barakat, destacou a qualidade do projeto do túnel, e avaliou a proposta como uma obra inovadora e pioneira. Barakat ainda colocou a instituição à disposição apara auxiliar na sua viabilizar.

Márcio Guiot, da BTP, explicou que o túnel não afeta o desenvolvimento do Porto, cuja expansão se dará em Bagres e Barnabé, na Área Continental. “Hoje aproximadamente 35% das manobras no Porto de Santos são provenientes de navios que já passariam da altura da ponte [projetada pela Ecovias], e ponte não combina com porto, como diz o ministro Tarcísio Freitas. Além disso, a ponte vai trazer mais tráfego para a entrada de Santos”, disse.

Fortalecimento da campanha

Para que o movimento continue crescendo é importante que mais pessoas se engajem e assinem a petição eletrônica, presente no site http://voudetunel.com.br. Para isso, o consultor Eduardo Lustoza conclamou os apoiadores a compartilharem a petição e conteúdos com o público interno da sua instituição.

A meta é que o número de assinaturas, que hoje é de 3520 assinaturas, chegue a 10 mil, número que corresponde a 4% do eleitorado da região.