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A parlamentar defendeu a construção do túnel

O programa Porto 360º, do grupo A Tribuna de Santos, recebeu na última quarta-feira (17) a deputada federal Rosana Valle (PSB-SP). Na pauta, a desestatização do Porto de Santos, ações em prol do desenvolvimento do setor portuário e a construção do túnel. A parlamentar destacou que a grande obra oriunda da desestatização é a ligação seca via túnel, que vai promover o desenvolvimento da região.

“Inclusive falei com o ministro da Infraestrutura [Tarcísio Gomes de Freitas] e com o presidente Bolsonaro da contrapartida. Qual é o nosso grande entrave na região? É a ligação seca, é fazer com que a região se desenvolva a partir da ligação seca que vai beneficiar toda uma região”, afirmou a deputada.

A parlamentar tem pedido atenção especial do governo federal à pauta da ligação seca. “[É] Um pedido meu, e um entendimento também neste sentido do próprio ministro e até do Presidente de que essa grande obra que não tem recursos seja incluída na contrapartida desse processo de desestatização, ou seja, o grupo, ou a empresa o consórcio que assumir a administração da Autoridade Portuária vai se encarregar de construir essa ligação”.

Para Rosana, a construção da ponte poderia prejudicar o desenvolvimento do Porto. “Vimos o governo do Estado acenando com a ponte e o setor portuário contrário, porque inviabiliza a expansão das áreas do porto, as manobras dos navios. E como se resolve isso? É contra a ponte, mas cadê o dinheiro para o túnel? Então nesse processo de desestatização vai entrar essa contrapartida – já tenho essa garantia do próprio ministro da Infraestrutura. Então eu acredito que vai sair do papel”, disse.

Maxwell Rodrigues também reforçou sua defesa em prol da construção do túnel. “Já me posicionei. Os portos do mundo estão destruindo pontes para colocar túneis– não faz sentido o maior porto da América Latina construir uma ponte que possa limitar o canal de Santos. Escrevi até uma matéria perguntando se navio cresce para cima, então não vamos colocar uma barreira física no meio do nosso canal”, pontuou.

Expectativa é que processo de desestatização ocorra em 2022

Rosana defendeu que o processo de desestatização precisa ser discutido com o setor portuário. Perguntada pelo apresentador Maxwell Rodrigues se há termômetro político em Brasília para realização da desestatização em 2022, ela acenou positivamente com a possibilidade.

Segundo a parlamentar, “este é o caminho e deve acontecer”, a partir da entrega dos estudos do BNDES que estão sendo realizados para estabelecer o modelo mais adequado de administração para o Porto de Santos. “A partir daí faremos audiências públicas, confio bastante”, reforçou.

Apesar do desafio para o país de realizar processos complexos no setor portuário, como a desestatização, a deputada acredita que está chegando a hora do Porto de Santos. “Sei que tem problemas lá no Espírito Santo [desestatização da Codesa], mas já está andando, mesmo que a passos mais lentos. E depois será a vez do Porto de Santos”. Rosana enfatizou a necessidade de a classe trabalhadora e o setor portuário discutirem o tema em Santos. “E é a vez dos empresários e os trabalhadores discutirem isso, como esse processo se dará”, disse.

Em defesa do Porto e da cidade

Rosana Valle comentou ainda que está tramitando no governo federal projeto da sua autoria que determina a destinação de 25% do valor de outorga de arrendamentos de terminais portuários e de concessões de instalações e serviços associados ao setor, para ser empregado em Santos. O valor inclui concessões de serviços logísticos e de transporte em qualquer modal.

O apresentador Maxwell Rodrigues anunciou que está sendo formada a Confraria do Porto, um grupo composto por executivos para discutir os temas sobre o Porto de Santos e aproveitou a oportunidade para convidar a deputada para ser a madrinha da confraria. O convite foi aceito e a deputada se prontificou a apoiar o setor. Confira a entrevista completa em: https://www.youtube.com/watch?v=QZzs4ZhIAxs